Hoje em conversa, dei-me conta de que o teatro em Portugal está em decadência…
É rara a pessoa que se desloque ao teatro hoje, de forma desinteressada, para ver uma peça que, sem saber o que a espera, a vá atingir quem sabe com uma história “ de mau gosto” … a força para tentar cativar a juventude é tanta que por vezes, se sente o cansaço representado, em velha tragédia grega.
Apesar da realidade ser dura, e o investimento no teatro ser pouco…”existem ainda as companhias de teatro que desenvolvem um trabalho de itinerância por todo o território do país, como são os casos do Teatro ACERT (Tondela), do Teatro da Serra do Montemuro (Castro Daire), Urze-Teatro (Vila Real), Teatro das Beiras (Covilhã), Entretanto Teatro (Valongo), Teatro do Mar (Sines) entre outros. Estas companhias que trabalham com inúmeras dificuldades, em particular ao nível das condições técnicas, representam uma parte bastante reduzida do orçamento do Ministério da Cultura.
Com grande divulgação encontra-se o Festival Alkantara, Festival de Almada, FITEI (Porto) e Citemor (Montemor-O-Velho), entre outros, que acolhem o que de melhor se faz em teatro em Portugal e no mundo inteiro.”
Fonte Wikipédia.
À luz de Portugal…
Caros leitores… o teatro não dá de comer a ninguém, e como quem corre por gosto não cansa, (abafa), estas companhias descobriram que a única forma que tem de cativar o publico português, convencendo-o a assistir a algo mais que comédias, e sessões parlamentares, ou de cinema… é oferecer convites ás pessoas próximas da organização do teatro… ou seja, a maior parte do publico do 1º dia de representação e se calhar, com sorte, metade da plateia do 2º dia.
Poderiam solucionar isto…
Juntando um costume católico utilizado nas missas, o ofertório…
Passavam a oferecer-se os bilhetes todos, a unica alteração era a meio do espectáculo,onde os actores saíam de cena continuando a representar o seu papel mas interagindo com o publico pedindo” um aumentozinho!”…
Podiam até fazer-se representações mais fieis, da idade média, teatros não com 1 ofertório mas com vários, 1 para pagar imposto do Rei, outro do Nobre, outro ao clérigo…
E assim mantinha-se o teatro uma profissão sustentavel, como a de cobrador...
Para companhias de teatro que estivessem a abrir falencia...1 personagem chamado "o larápio"...
PS: Escusado será dizer que o teatro contemporâneo seria sem duvida o mais caro, imagine-se o sem numero de impostos que seriam usados como pretexto para ofertório!:
"...
- Uma esmolinha pr’o IVA…
- Uma esmolinha pr’o IMS…
- Qualquer coisinha pr’o IRS…
- E pr’o IRC não vai nada, nada, nada?"
Tudo…
Não… esperem, mas isso não é o papel do governo?
BY:Zé